Diretora


Diretora de filmes, criadora de imagens e jornalista, Mirela Kruel trabalha com imaginação. Acredita no poema imagem, debruçando a pesquisa de seu trabalho autoral na reutilização e na ressignificação de imagens. Seus filmes, Palavra Roubada, Nordeste B e Trilhos, um poema incurável, foram premiados em festivais importantes no Brasil, adquiridos e exibidos nos canais Canal Brasil, TV Brasil e Canal Futura.

Seu trabalho comercial acompanha a originalidade do autoral. Mirela acredita na criatividade compartilhada e tem como parceiros os melhores profissionais do mercado de cinema e propaganda. Atende diretamente seus clientes, aproximando atendimento, criação e produção.

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Autorais

Espaço Sonoro

Trilha sugerida por Mirela Kruel


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One Fine Morning

ESPAÇO DE CRIAÇÃO

piscina de um lugar qualquer…

ANOTAÇÕES SOBRE ÚLTIMA LEITURA: O BLACKBARRY DE HAMLET (WILLIAM POWERS)

- sobre a profundidade: da capacidade da alma de ser tomada, de ter reflexos, fluxos de vida absorvidos pelos eventos.

- william james: significado interior
- o ar está cheio de gente
- seja você mesmo o seu melhor amigo

- uma pessoa incapaz de de tolerar a solidão é alguém que não aprendeu ser adulto. é necessário coragem para abrir mão daquela fantasia de segurança infantil. o mundo pode nunca mais parecer tão digno de confiança, mas como é fresco o ar que respiramos quando tomamos posse de nossa própria individualidade, de nossa própria integridade! é assim que a vida adulta realmente começa.

- paul tillich, filósofo do século xx escreveu que a palavra solidão existe para expressar a dor de estar sozinho, enquanto que a palavra solitude expressa a glória de estar sozinho.

- quanto mais conectados, mais nossos pensamentos se inclinam para o mundo externo. há uma preocupação com o que se passa lá fora, em outro mundo cheio de energia, em vez de aqui dentro, consigo mesmo e com aqueles que o cercam.
- algumas informações são como vinho, ficam melhoresse repousarem um pouco.
- quanto mais o tempo diante das telas aumenta, mais interação humano-humano diminui.

- a pressa, a falta de cuidado com a comunicação na tela são condizentes com a redução da união física. quando o mundo está infinitamente disponível, todas as formas de contato humano começam a parecer menos especiais e significativas. pouco a pouco, o próprio companheirismo se torna uma mercadoria barata, facilmente considerada sem valor. uma pessoa é só mais uma pessoa e existem tantas…blá blá blá…por que não trocar os poucos da sala pelos muitos das telas? onde todos os relacionamentos são achatados em um mosaico de fácil utilização, uma colagem humana que permite cliques sem fime nunca pede sua atenção total?!

- cada um existe em seu próprio universo.
- longe dos poucos e próximos, rumo aos muitos e distantes.

- todos mergulhamos até a obsessão em um mundo muito particular de conectividade e nos afastamos de todos os outros. por que? porque para compartilhar tempo e espaço com os outros no sentido mais amplo é preciso desconectar da multidão global. é preciso criar um desses intervalos em que os pensamentos, os sentidos e as relações possam criar raízes. e para um bom maximalista, não existe nada pior que um intervalo.

- a melhor criatividade humana só se manifesta quando temos tempo e espaço mental para pegar um pensamento novo e segui-lo para onde quer que ele leve. william james uma vez contrastou: a atenção contínua do gênio, grudado em seu objeto por horas a fio com a mente comum, que salta de um lugar para outro.

- se não houver tumulto interior, não haverá confusão externa.
- a vida interior do sujeito se torna cada vez mais contingente, definida pelo o que os outros dizem e fazem.
- o segredo é tratar sua mente como se fosse um jardim particular e tomar o maior cuidado possível com o que plantamos e permitimos que cresça nele.

- a felicidade é alcançada pelo aprendizado do controle da experiência interior e pelo alcance de ordem na consciência.
- escolher uma ideia e pensar nela com mais profundidade.

- ao fechar um livro descobri que tinha deixado a minha cabeça lá dentro.
- os maiores dons que alguém pode oferecer ao mundo externo jazem na sua interioridade.

- não se preocupe, o elegante aparelho de Hamlet murmurou, você não precisa saber tudo. apenas as poucas coisas que realmente importam.

- onde estão todos esses dados, exatamente? estão em todos os lugaes e em lugar nenhum ao mesmo tempo. somos criaturas físicas que percebem e conhecemo mundo por intermédio do corpo, e mesmo assim passamos a maior parte do tempo em um universo de informação sem materialidade. ele não vive conosco, nós apenas o observamos por uma tele em duas dimensões. em um nível muito profundo da consciência, isso é árduo e esgotante.

- ignorar o interior é procurar problemas.
- Aristóteles já disso isso há mais de 2.000 anos: “somos o que fazemos repetidamente. a excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.

- para mudar um comportamento arraigado, o indivíduo deve acreditar que precisa mudar. não é uma questão de como, mas de por quê. a mudança interior depende da convicção interior.
- meu comportamento afeta a minha qualidade de vida e meu comportamento pode afetar sua qualidade de vida.

- Thoreau: eu tinha três cadeiras na minha casa; a primeira para a solidão, a segunda para a amizade e a terceira para a sociedade.
- um mundo longe do mundo.
- como é possível relaxar e recarregar as energias quando o mundo inteiro vive conosco?

- new york times, 14 de setembro de 1852: as mensagens se seguem em uma rápida sucessão. a alegria se espalha na trilha da tristeza. a chegada de um navio, as notícias de uma revolução ou de uma batalha, o preço da carne, o estado do mercado estrangeiro e do interno, massivas de amor, o progresso das cortes, os avanços ou recuos de uma doença, o resultado das eleições e uma enormidade de detalhes sociais, políticos e comerciais, um atrás dos outros ao longo de cabos finos e desprovidos de consciência.

- Thoreau: o superficial atrai o superficial. quando a vida deixa de ser interior e privada, a conversa se deteriora em mera fofoca. na proporção em que nossa vida interior fracassa, vamos cada vez mais desesperados ao correio. podem certeza: o pobre coitado que sai com o maior número de cartas, orgulhoso de sua enorme correspondência, não tem notícias de si mesmo há muito tempo.

- Emerson: autoconfiança: para ser feliz e produtivo de verdade, é preciso se afastar da multidão e ouvir as vozes que ouvimos na solidão.

 

the book is on the table

novo ponto

 

TODO A EXPERIÊNCIA TE LEVA A UM NOVO PONTO DE PARTIDA.

NUNCA VOLTAR DA EXPERIÊNCIA A MESMA.

 

vôo

 

O VÔO  O EQUILIBRIO E O VÔO   O PLANO  A MIRA O PASSO

FALSO A QUEDA O VÔO O LEVE   O PLANO  A MIRA O CÉU…

 

Ficha de Leitura : Ensaios de Montaigne / Livro 2

SOBRE A EMBRIAGUEZ:

- o pior estado do homem é quando ele perde o conhecimento e o governo de si.

- dizem entre outras coisas, que, como o mosto que fermenta num recipiente impele para cima tudo o que há no fundo,

também o vinho faz derramarem os mais íntimos segredos daqueles que o tomaram além da medida.

- és tu, que nos alegres delírios de Baco, descobres os cuidados dos sábios e seus mais secretos pensamentos.

- o prazer, que queremos levar em conta no decurso de nossa vida, deve ocupar mais espaço dela.

- Platão proíbe crianças de beber vinho antes dos dezoito anos, e de embriagar-se antes dos quarenta; mas para os que

passaram dos quarenta ordena que se divirtam assim, e que misturem largamente às suas refeições a influência de Dionísio,

esse bom Deus que devolve aos homens a alegria e aos velhos a juventude, que suaviza e amolece as paixões da alma, como o ferro

é amolecido pelo fogo.

- (…)sendo a embriaguez um teste bom e seguro da natureza de cada um, e ao mesmo tempo própria para dar as pessoas de idade

coragem para esbaldar-se em danças e música, coisas úteis e que eles não ousam empreender em sã consciência. Que o vinho é

capaz de proporcionar temperança à alma.

- É assim como Platão diz que inutilmente um homem sereno bate à porta da poesia, também diz Aristóteles que nenhuma alma

excelente está isenta de mescla de loucura.

- (…) é preciso que nossa prudência esteja ofuscada ou pelo sono ou por alguma doença, ou retirada de seu lugar por um

arrebatamento celeste.

 

 

Cronograma de despedida

 

Hola!

Em breve estarei entrando em campo para novamente dirigir uma Campanha Política.

Fico fora do circuito até início de outubro. Bem provável que desta vez realizarei em parceria com toda a equipe

o maior programa político do rio Grande do Sul. Serão 17 minutos dia sim, dia não no ar.

Haja fôlego, haja amor, haja equipe, haja frio e haja alegria para aguentar a vitória que todos levarão pra casa depois deste tempo todo.

 

Making of Assemblear / Sicredi

 

MEU RIO… 

Fotografias do Rio de Janeiro. Espaço do olho.

Vermelho em frente ao mar.

Sinal vermelho

o ocre da mata

O trilho sem bonde.

O bonde sem trilho.

O malandro sem casa.

A casa sem malandro.

 

 

 

 

 

maneiras de caminhar

 

Escritor de ensaios

Ficha de Leitura : Ensaios de Montaigne / Livro 2

Sobre a importância de nossas ações:

1) é má resolução aquela que não podemos voltar atrás.

2) há uma lógica em julgar um homem pelas características mais habituais de sua vida; vista a natural instabilidade de nossos costumes e idéias, amiúde me pareceu que mesmo os bons autores erram ao obstinar-se em formar de nós uma contextura constante e sólida. Eles escolhem uma aparência geral e de acordo com essas imagens vão dispondo e interpretando todas as ações de um personagem; e se não as podem torcer o suficiente os acusam de insinceridade.

3) dos homens, creio mais dificilmente na constância do que em qualquer outra coisa, e em nada mais facilmente que na insconstância.

4) o que quis, ele rejeita; quer novamente o que acaba de abandonar; é sempre inconstante e sua vida é uma perpétua contradição. (Horácio)

5) somos conduzidos como a marionete de madeira que músculos alheios movem.

6) os pensamentos dos homens mudam com os raios fecundantes do sol que Júpiter lhes envia.

7) então não vemos que o homem não sabe o que quer, e procura sem cessar, muda continuamente de lugar, como se assim pudesse se desembaraçar de seu fardo?

8) flutuamos entre opiniões diversas: nada queremos livremente, nada de forma absoluta, nada constantemente.

9) rústico como era, ele respondeu: Irá aonde queres aquele que perdeu sua bolsa.

10) aquele que ontem vistes tão aventureiro, não estranheis vê-lo igualmente poltrão no dia seguinte: ou a cólera, ou a necessidade, ou a companhia, ou o vinho, ou o som da trombeta lhe havia posto ânimo no ventre; esse não é um ânimo formado pela razão; aquelas circustâncias fortaleceram-no; não é de espantar se o vedes transformado em outro por outras circustâncias opostas.

11) essa variação e contradição que se vê em nós, tão maleável, fez que alguns imaginem em nós duas almas, outras duas potências que nos acompanham e agitam, cada uma à sua moda, para o bem uma, para o mal a outra, pois uma diversidade tão brusca não pode harmonizar-se com um sujeito simples.

12) não somente o vento das ocorrências move-se segundo sua inclinação, mas além disso eu próprio movo-me e abalo-me pela instabilidade de minha postura; e quem se observa com prioridade dificilmente se vê duas vezes no mesmo estado. Dou à minha alma ora um semblante ora outro, dependendo do lado em que a coloco. Se falo diversamente de mim é porque me olho diversamente. Em mim se encontram todas as contradições, sob algum aspecto e de alguma maneira. Tímido, insolente; casto, luxurioso; tagarela, taciturno; robusto, delicado; engenhoso, estúpido; triste, bem humorado; mentiroso, sincero; sábio, ignorante, e liberal e avaro e pródigo, tudo isso vejo em mim de alguma forma, conforme me perscruto; e de qualquer um que se estude bem atentamente encontra em si, e até mesmo em seu discernimento, essa volubilidade e discordância. Nada tenho a dizer sobre mim de forma integral, simples e sólida, sem confusão e mescla, nem em uma só palavra. Distingo é o artigo mais geral de minha lógica.

13) um feito corajoso não deve levar a concluir que um homem é valente: quem o fosse propriamente, sê-lo-ia sempre e em todas as ocasiões. Se esse fosse um hábito de virtude e não um impulso.

14) eis por que, para julgar sobre um homem, é preciso seguir longa e cuidadosamente suas pegadas; se nele a constância não se sustentar unicamente em seu próprio fundamento;

15) não é de espantar, diz um antigo, que o acaso possa tanto sobre nós, pois que vivemos por acaso.

16) todos somos retalhos, e de uma contextura tão informe e diversa que cada peça, cada momento faz seu jogo. E observa-se tanta diferença de nós para nós mesmos quanta de nós para outrem.

17) estejais convictos de que é muito difícil ser sempre o mesmo homem.

18) não é atitude de saudável entendimento julgar-nos simplesmente por nossas ações externas; é preciso sondar até o âmago e ver por quais molas ocorre o movimento; mas, na medida em que esse é um empreendimento alto e arriscado, gostaria que menos pessoas se imiscuíssem nele.

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